Correr sob o sol >> dicas para evitar o câncer de pele

Sonnenschutz beim Sport

Ah, o sol! Fora os espaçados períodos de frio, o astro-rei é companheiro fiel de muitas corridas. E, quando está intenso, é importante adaptar a rotina de exercícios para evitar os horários mais quentes do dia. Também é importante considerar quanta água você anda bebendo e usar vestimentas adequadas para manter o corpo refrescado.

Muita gente ignora o impacto de passar horas com a pele exposta à radiação UV. Corridas de longa distância ou treinos de bicicleta, se praticados com frequência no solzão, podem causar não só envelhecimento precoce quanto (pior!) câncer de pele. Pois é: a questão vai muito além do bronzeado.

Anda treinando para uma maratona? Enquanto você pensa em aspectos como nutrição e pace de corrida, veja também como proteger a pele da melhor forma possível. Sempre leve em conta a exposição solar durante longões, ciclismo de longa distância ou corrida em trilhas nas montanhas. Temos dicas para prevenção do câncer de pele! Confira algumas dicas para detectar sinais recorrentes do câncer de pele e desmistificar ideias errôneas.

Tipos de câncer de pele

Os três tipos mais frequentes de câncer de pele são o são o carcinoma basocelular (CBC), o carcinoma de células escamosas (CCE) e o melanoma.

80% dos casos de câncer de pele são CBC. Os sintomas podem ser bem variados: garganta inflamada que não se cura, um calombo rosa brilhante, uma área embranquecida ou semelhante à cicatriz na pele.

O segundo tipo mais comum de câncer de pele é o carcinoma de células escamosas, que pode aparecer como, novamente, uma garganta inflamada que não passa, uma mancha avermelhada e escamosa na pele ou uma marca de uma única cor e que pode coçar ou doer.

Os melanomas são menos comuns, mas têm mais probabilidade de crescer e se espalhar para outras áreas do corpo se detectados tardiamente. Este tipo de câncer normalmente se manifesta na pele, mas pode surgir também nos olhos. Os primeiros sinais são, normalmente, uma pinta ou verruga nova, ou ainda uma alteração em uma pinta ou verruga já existente. Como o CBC ou o CCE, o melanoma pode sangrar, doer ou coçar(1).

Pessoa se alongando para correr no sol do fim de tarde

Vai se exercitar ao ar livre? Previna-se contra o câncer de pele!

1. Use bastante filtro solar esportivo
Lembre-se de aplicar e reaplicar. Adquira o hábito de passar filtro solar diariamente quando sair de casa. Leia o rótulo com atenção para identificar contra que tipo de radiação UV o filtro solar protege. A proteção UVA ajuda a ralentar o efeito do sol no envelhecimento da pele e, potencialmente, refreia o câncer de pele. Já a proteção UVB normalmente visa evitar queimaduras na pele causadas pelo sol. Estas estão fortemente associadas aos melanomas malignos e aos carcinomas basocelulares. FPS 30 é a dose mínima para prevenir contra os raios UVB. Além disso, para preservar a vida marinha, opte por protetores solares esportivos fabricados à base de zinco.(2)

2. Autoverificação mensal e visita anual ao dermatologista
Conheça seu corpo. Mensalmente, tire a roupa diante de um espelho grande em uma sala bem iluminada e dê uma conferida na sua pele. Caso você tenha um “par romântico” ou amizades com quem se sinta à vontade, peça para dar uma olhada nas áreas que você não consegue enxergar. Você também pode recorrer a um espelhinho. Marque check-ups anuais com todos os seus médicos, incluindo o dermatologista. Se notar que surgiu uma pinta, verruga ou irregularidade, busque ajuda profissional!

3. Cobrir a pele
Boné ou viseira respirável, camisa de manga comprida ou mesmo casacos são boas pedidas, principalmente se estiver fazendo sol mas não calor. Existem tecidos com FPS 50 que absorvem radiação UVA e UVB, ambas nocivas.

4. Verificar o índice UV
O índice de raios UV prevê a força da radiação UV em um local e horário específico. É medido em escala de 0 (baixo) a 11+, o que indica risco de queimadura solar. Verifique a previsão de índice de radiação UV local e programe seu longão de corrida ou de ciclismo para horários em que a exposição UV são menores.(3,4)

Mulher descansando após correr em pleno sol

5 conceitos errados sobre proteção solar

Há muitas informações erradas que circulam por aí sobre bronzeamento, proteção solar, risco de câncer de pele e afins. Não é preciso passar horas com o corpo exposto ao sol na praia para já correr risco de sofrer danos na pele.

Saiba mais sobre exposição à radiação UV e prevenção ao câncer de pele para se manter em segurança. Destacamos abaixo cinco conceitos bem disseminados e errados sobre o sol:

1. Quem usa filtro solar não consegue um bronzeado.
FALSO: o protetor solar simplesmente desacelera o processo de queimadura da pele e, assim, prolonga o tempo que você pode passar sob o sol sem sofrer danos graves na pele. Na verdade, até o bronzeado é um sinal de danos causados por radiação UV… e a pele se lembra! Reaplique o filtro solar com frequência para não se queimar no sol. Ninguém merece ficar ardendo.

2. Basta aplicar o filtro solar uma vez só.
FALSO: o protetor solar vai perdendo a eficácia com o tempo. Altos níveis de atividade física vão exigir reaplicação mais frequente do filtro solar porque este vai saindo seja por atrito ou no suor. Reaplicar o protetor em áreas de pele expostas (Ex: testa, orelhas, nariz, lábios, pescoço) é extremamente importante! Existe protetor solar em gel ou em spray, e estes são os favoritos dos atletas porque são mais resistentes ao suor e, assim, apresentam melhor absorção. Reaplique o protetor solar esportivo a cada 2-3h e lembre de usar vestimentas que diminuam a exposição ao sol.

3. É impossível sofrer queimadura solar à sombra.
FALSO: 50% dos raios UV podem atravessar o guarda-sol e 90% dos raios atravessam nuvens leves. Em outras palavras, mormaço queima! Atenção a quando estiver na água, mas também na neve ou em montanhas, pois estas superfícies refletem os raios nocivos emitidos pelo sol.

3.Pessoas de pele escura não precisam de protetor solar.
FALSO: o câncer de pele não é racista e não discrimina nenhuma cor de pele. É verdade que a prevalência deste tipo de câncer é menor em pessoas de pele negra, mas isso tem uma consequência ruim: quando ocorre, normalmente é diagnosticado tarde demais, o que faz do câncer algo muito mais perigoso até pelo risco de metástase (“proliferação” para outras áreas do corpo). A taxa de sobrevida em 5 anos para pessoas negras com câncer de pele é de 70%, ao passo que, para pessoas de pele clara, chega a 92%.(5) Isso quer dizer que, independentemente da cor da pele, todas as pessoas devem apostar firme no protetor solar de no mínimo FPS 30, pois ele retarda o envelhecimento e evita o câncer de pele.

4. Todo tipo de protetor solar é ruim para o meio ambiente.
FALSO: alguns protetores solares contêm produtos químicos que são nocivos à vida marinha. Quando nadamos ou tomamos banho, o filtro solar vai saindo da pele e contamina a água. Há produtos químicos como a oxibenzona, benzofenona-1, benzofenona-8, OD-PABA, 4-metilbenzilideno cânfora, 3-benzildieno cânfora, nanopartículas de dióxido de titânio, nanopartículas de óxido de zinco, octinoxato e octocrileno sendo despejados nas águas.(6) E o que você pode fazer? Escolher protetores solares à base de óxido de zinco sem tais produtos químicos, evitar passar muito tempo no sol durante os momentos mais quentes do dia e usar roupas com proteção solar para poupar a pele.

Mulher correndo sem roupas de proteção solar

Lição para levar pra vida:

Não subestime o dano causado pela exposição da pele ao sol. A questão vai muito além de “ficar sem posição para dormir” por alguns dias por conta de queimadura solar: é recomendável evitar sinais precoces de envelhecimento e, principalmente, o surgimento de tumores malignos na pele. Converse com outras pessoas sobre como é importante passar filtro solar. Lembre-se de usar um protetor solar esportivo com FPS 30, no mínimo, e cobrir a pele com roupas que ofereçam proteção solar e um boné. Por fim, marque os longões de corrida ou ciclismo para cedo pela manhã ou a partir do cair da noite.

Sobre a Spot the Dot:
A Spot the Dot é uma pequena ONG que trabalha junto a artistas e atletas do mundo inteiro para conscientizar as pessoas sobre o melanoma e outros tipos de câncer de pele. A ONG Spot the Dot foi fundada por uma paciente de melanoma, Marije Kruis, que é holandesa mas mora na Áustria. Siga a Spot the Dot no Instagram.

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Emily Lemon Formada em Tradução e Literatura, Emily utiliza sua perspectiva de cidadã global para focar na articulação de processos eficientes de comunicação intercultural. Ver todos os artigos de Emily Lemon »